Edição 11 · Julho 2026

Executive Technology Review

por Felipe Avila

 

Escrevo de férias, e por isso esta edição é a mais curta que a Executive Technology Review já publicou. O compromisso de aparecer toda semana vale mais que o tamanho.

O assunto da semana, aliás, cabe no essencial. A análise completa fica para a volta.

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Quatro empresas, Amazon, Alphabet, Microsoft e Meta, planejam gastar perto de US$ 700 bilhões em infraestrutura de IA neste ano. Quase o dobro do ano passado, segundo levantamento da CNBC sobre os balanços.

É a maior corrida de capital da história da tecnologia.

O maior fundo de índice de IA do mundo, com US$ 9,4 bilhões, funciona como sensor de onde essa corrida concentra valor. As quatro maiores posições dele são fabricantes de chip e memória, entre elas a Samsung: 22% do fundo.

A NVIDIA, que domina o noticiário, é só a décima. E a maior posição de todas, uma fabricante coreana de memória, mais que dobrou de peso desde janeiro.

Em resumo: o mercado votou que o valor de 2026 está na construção, e o insumo mais escasso da construção é memória.

A conta já circula entre empresas que você conhece. A Meta elevou o investimento do ano para até US$ 145 bilhões citando o preço da memória, e cortou cerca de 8.000 postos para compensar, tudo em teleconferência oficial.

A IBM perdeu um quarto do valor num único pregão de julho: clientes antecipando compras antes das altas de preço.

Corridas de capacidade por um insumo padronizado historicamente terminam do mesmo jeito: reprecificação. A pergunta que importa é a posição da sua empresa quando esta virar.

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Três perguntas para a sua próxima reunião

1 Quanto do nosso orçamento de 2027 assume os preços de memória e computação de hoje, e quanto assume os do ano passado?
2 Qual projeto nosso só existe se a escassez continuar, e qual sobrevive à virada de preços?
3 Se um gestor sem legado assumisse nosso portfólio de IA amanhã, o que cortaria na primeira semana? E por que nós ainda não cortamos?

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Na sexta-feira, dia 31, o índice rearma os pesos e esse retrato some. A leitura completa dele, com os cases e o método, sai na minha volta.

Se uma dessas três perguntas está na sua mesa hoje, quero saber qual. As respostas a este email chegam direto a mim.

Se você compartilha conhecimento e conhece alguém que pensa tecnologia como estratégia, alocação de capital e vantagem competitiva, encaminhe esta edição. É assim que ela chega a quem deveria estar lendo.

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